Elton John, o cavaleiro mais louco da rainha

Com título de Sir e milhões de discos vendidos, o cantor é retratado em uma biografia que detalha o seu inferno com as drogas, os seus hábitos extravagantes e o auge do seu reinado

VIDEO EM:
http://www.istoe.com.br/reportagens/140324_ELTON+JOHN+O+CAVALEIRO+MAIS+LOUCO+DA+RAINHA

Ivan Claudio

 

Em vídeo, o editor Ivan Claudio fala sobre os trechos mais picantes da biografia “Elton John”. Sexo, extravagâncias e tentativas de suicídio compõem algumas passagens lembradas pelo editor :

 

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O cantor inglês Elton John odeia festivais de rock. Certa vez, ao olhar a imensa plateia debaixo de uma chuva torrencial, ele se dirigiu consternado aos fãs: “Bem-vindos ao paraíso.” Ele também já fez dezenas de discursos de despedida, o mais recente em 2006, após ensaiar pela enésima vez um de seus maiores sucessos, “Goodbye Yellow Brick Road”: “Detesto essa maldita música e o álbum em que ela está. Nunca mais vou toca-la”, disse. Outra mania do cantor, a grande atração do Rock in Rio 2011: torrar sua fortuna em compras exóticas – adquiriu, por exemplo, o vestido usado por Judy Garland em “O Mágico de Oz” e presenteou Rod Stewart com um Rembrandt. Gosta também de leiloar tudo depois e doar a nova fortuna para instituições de caridade. Amigo da Princesa Diana, criador de uma organização de combate à Aids e o primeiro pop star a assumir publicamente uma união civil homossexual (com o cineasta canadense David Furnish), ele aparenta estar mais comportado atualmente, aos 64 anos. É só impressão: com sua língua afiada, Sir Elton John é o cavaleiro mais irreverente da rainha.

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APELO VISUAL
Elton John hoje se espanta com as roupas que vestia no passado

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Essa é a conclusão que se chega ao ler a biografia “Elton John” (Companhia Editora Nacional), do inglês David Buckley. Na infância, o roqueiro foi um menino baixinho, rechonchudo e míope. E tímido, claro. O talento, contudo, veio em excesso e o ajudou a responder com humor à ausência de atrativos físicos. Abriu mão do nome real, Reginald Kenneth Dwight ( perfeito para “ banqueiro ou babaca”) e fez do exagero visual a sua marca. Perto do que já vestiu em 42 anos de carreira, Lady Gaga parece uma iniciante. O ápice do exagero se deu no aniversário de 50 anos. Elton John surgiu na festa usando uma peruca de um metro de altura e 20 quilos decorada com um navio, soltando fumaça pelos canhões. “Meu Deus, eu usei mesmo isso?”, comentou recentemente sobre essas extravagâncias. “Eu simplesmente não conseguia entrar no palco com o que usava nas ruas.”

Faltou dizer que, na maioria das vezes, estava completamente drogado: “Ficava fechado por duas semanas cheirando uma carreira
de cocaína a cada quatro minutos.” No palco, martelava o piano até os dedos sangrarem. Foram duas décadas de vício (dos anos 1970 aos anos 1990) que culminaram com uma tentativa de suicídio ao tomar 60 comprimidos de Valium e pular na piscina. “Estarei morto em duas horas”, gritou. Passou dois dias em coma. Veio depois a fase de abstinência da droga. Um dia, irritadiço, gritou para o funcionário de um hotel para tomar alguma providência a respeito do vento nos arredores. Sempre bem-humorado, Elton John se refere a essa época como o seu período Elvis Presley. “Se ele morasse na Inglaterra, não teria morrido aos 42 anos”, afirmou. É que os tabloides – e as biografias como essa – o trariam rapidamente de volta à realidade.

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Elton John vai ganhar documentário sobre vida e carreira
http://www.maringay.com.br/entretenimento/elton-john-vai-ganhar-documentario-sobre-vida-e-carreira/
 

publicado em 08/06/11 às 19:31


com informações do Mix Brasil

 

O cantor e homossexual assumidérrimo sir Elton John vai ganhar mais um documentário sobre sua vida e carreira, agora produzido pela HBO Documentary Films. Dirigido por Cameron Crowe, o documentário tem estreia prevista nos Estados Unidos para janeiro do ano que vem.

Os direitos para produzir o documentário foram adquiridos pela HBO ainda em 2009, quando já começaram as filmagens das cenas atuais do filme. A produção vai cobrir toda a carreira de Elton John, desde seu começo no século passado até a produção do último álbum do cantor, “The Union”, lançado em 2010.

A HBO descreve a produção como “um retrato de um dos mais valiosos artistas e performers, e sua extraordinária jornada do coração”.